Por aê...
Era covarde, sabia disso toda vez que algo dentro do seu peito batia. Não queria ser assim, mas quem disse que era dona plena de si? Tinha medo da dor, parecia forte, mas na verdade era fraca, ordinária. Quem diria? Quem é que imaginaria que por trás daqueles risos havia pensamentos que todas as noites se debatiam?
Tentava mudar, mas não conseguia, tinha medo de encarar os fatos, de perder o equilíbrio, de cair num abismo. Era fugindo que parecia forte, superficialmente forte, ninguém enxergava seus medos, se havia uma coisa que ela sabia era esconder sua covardia. Assim todas as manhãs acordava e encenava a personagem que nem de longe ela parecia.